segunda-feira, junho 30, 2008

Flutuar



Preciso de um controle remoto que pause o mundo só enquanto descanso de incansavelmente pensar e repensar. Idéias demais atormentam os sentimentos e atordoam os pensamentos que saem soltos por aí procurando um lugar no mundo, onde possam ser entendidos. E quando encontrar esse lugar é lá que quero estar, eu e os sentimentos, agora mais leves e alinhados, em sintonia com tudo que está aqui dentro e o que pode estar lá fora.

Mas as coisas não param e eu também não posso parar, embora haja a vontade de se esconder em cima de uma montanha, onde ninguém possa chegar, e de lá ver o mundo, pequenininho, frágil e muito menos assustador. Depois, de ter a alma tão leve, flutuar em direção ao sol, que brilha sutilmente ao se pôr, levando com ele mais um dia de incertezas.

Conseguiria então voar baixo, como as gaivotas na praia, que encaram de perto o que buscam e pousam de leve na areia, ali se sentem seguras, umas perto das outras, com os pés no chão e os olhos em direção ao horizonte, porque ele é o limite do olhar, mas não dos desejos.

Enquanto não encontro a montanha, tento me encontrar, nesse mundo mesmo, onde não posso estar sozinha e muito menos perceber a vida olhando do alto, em busca do melhor caminho. É preciso trilhá-lo aqui de baixo, dando cada passo sem saber ao certo onde vamos chegar. E viver, errando alguns passos, acertando outros, mas sempre com esperança de um dia encontrar esse refúgio (ou o tal controle remoto) que vai tornar, pelo menos por alguns instantes, tudo mais simples.

terça-feira, junho 24, 2008

Mais uma história

Caixas, caixinhas, poeira, desmontagem, parafusos, portas, puxadores, escada para baixo, sacolas, sacolinhas, sacolões, malas, escada para cima, horário, caminhão, tintas, papel, chaves, bagunça, espaço, movimentação, limpeza, montagem, arrumação, mudança-mudança-mudança! E nem dá tempo de perceber a história sendo esvaziada. Vazia, agora sem lâmpadas, sem móveis, apenas com lembranças, boas, de mais um tempo que passou para não voltar mais.

Mais uma história real, de um cotidiano vivido por pessoas reais, que se entenderam e toleraram, compreenderam e amaram ainda mais, dessa vez com os defeitos acoplados às qualidades e os mais íntimos hábitos revelados. A história foi escrita por várias mãos e muitos corações, que compartilharam jantas, chimarrão, conversas na madrugada, almoços de família, festas, filmes e pizzas, momentos que sempre ecoarão entre as paredes das peças que acolheram uma fase diferente de cada vida, de quem ali viveu.

domingo, junho 15, 2008

Quero ser

Eu sou tudo em cada coisa
E cada coisa que vivo
Sou um pouco menina
Um pouco mulher
Choro de felicidade
Me escondo quando estou triste
Busco alegria nos dias
Sossego nas noites
Busco pessoas cheias
De amor, de bondade, de carinho
Gosto de cantar na chuva
E conversar
Sobre a vida
Sobre viver
Amigos me fazem bem
Trabalho ocupa meu tempo
A tempo de não me enlouquecer
Com o ócio da rotina
Gosto de música
Porque música é momento
E faz momento
É pra dançar, pra pensar, pra namorar
Sou sentimental e racional
Sou tudo que acredito
E às vezes o que não quero ser
Vivo cada dia não como o último
Como o primeiro de tudo que desejo
Abraço com o coração
Falo com as mãos
E com os olhos
Busco ser o melhor de mim
Corrigindo os erros
Aceitando os limites
Amando sempre
Quem me ama e me faz bem
Quem não me ama, mas me faz bem
Amo viver
E quero sempre mais
De mim
Da vida...
Eu sou assim
Um pouco de mim
Um pouco de tudo que penso
E quero ser!


**Esse texto não é novo... mas sempre é tempo de revermos quem somos e mudar.

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