segunda-feira, setembro 29, 2008

Bilhete aos Amigos**

**texto escrito em fevereiro de 2008, quando mais um amigo alçou vôo em busca de novos horizontes...

Outro dia remexendo algumas cartas e bilhetes antigos, reencontrei amigos que fizeram parte de um momento muito importante da minha história e hoje estão vivendo as suas vidas. Cada um em um lugar, alguns com filhos, outros entrando na vida profissional, cada um buscando o seu caminho. Porém, todos continuam vivos em mim, seja pelas lembranças ou pelo enorme sentimento de carinho, amor e amizade. Para alguns resolvi mandar uma mensagem simples, apenas lembrando o quanto são importantes e falando da saudade. Nesse momento, mais uma vez tive a certeza de que nem o tempo é capaz de apagar um sentimento verdadeiro. Senti-me a pessoa mais feliz do mundo por ver que, mesmo não tão perto, eles continuam os mesmos, aqueles em quem eu posso confiar sempre.

Agora, acompanho mais um amigo alçar vôo em busca dos seus sonhos e me pergunto quanto tempo levarei para sentir pela primeira vez a saudade boa que senti ao ler aqueles bilhetes antigos. Aposto que não irá demorar para que as fotos dos nossos momentos ainda recentes me façam lembrar da convivência, do quanto aprendemos juntos; aprendemos, pelo menos, o significado da palavra união e companheirismo.

Ainda nos conhecemos pouco e a vida já quer nos separar, mas a intensidade de cada emoção sentida garante que nada será esquecido, seja na Irlanda, em Londres, nos Estados Unidos, na Lua, em Marte... seja lá onde estivermos amanhã, nada conseguirá dissolver as imagens ainda vistas quando fechamos os olhos e fingimos que estamos todos juntos.

Depois de tantas festas, choros, alegrias, risadas, jantas e tantas coisas compartilhadas nos resta agora o momento de vibrar com a vitória de cada pássaro que se separa do bando para fazer o seu próprio caminho seguindo os melhores ventos. Nos resta, manter o laço firmado independente do quanto a outra ponta estiver longe, independente de quanto tempo não nos vemos ou falamos. Como diz aquele ditado “os amigos são como o ar, não é preciso vê-los para saber que existem”, e assim como o ar, os amigos também são essências para a sobrevivência.

Hoje, não tenho dúvidas do quanto cada um de vocês faz parte da minha vida e espero que amanhã, ao remexer meus bilhetes, fotos e e-mails eu possa reencontrá-los também e ter a certeza de que ainda tenho amigos especiais, com quem eu possa contar e confiar, independente do tempo que se passou desde aqueles maravilhosos anos de faculdade.

Cada um começará a viver novos momentos e isso não precisa significar separação, mas sim uma oportunidade de somarmos as nossas novas experiências. Já estamos percebendo esta realidade e sabemos que deixar para trás uma fase tão boa e especial não é nada fácil, no entanto o importante é não esquecer que a “saudade é a prova de que valeu a pena”. E tudo valeu a pena, cada decisão que tomamos, cada festa que fizemos, cada carinho que trocamos, valeu a pena pelo simples fato de que hoje e amanhã sempre teremos uns aos outros.

sexta-feira, setembro 12, 2008

A saudade não dói

Nos últimos tempos passei por várias despedidas de pessoas importantes para mim que agora estão longe, seguindo seu caminho, e inevitavelmente deixaram no seu lugar um sentimento único chamado saudade.

Continuam ocupando o mesmo espaço no meu coração, no entanto não fazem mais parte da vida diária, não trocamos mais telefonemas com tanta freqüência e não compartilhamos mais momentos particulares. A saudade passou a ser nossa maior ligação.

As lembranças e recordações deixam nos lábios um sorriso e nos olhos lágrimas que teimam em aparecer acompanhadas por aquele aperto no peito, por saber que nada daquilo será vivido de novo, mas também por ter a certeza de que foram momentos importantes e felizes. E essa saudade é a prova disso!

Esse sentimento estranho, que é tão bom e tão ruim ao mesmo tempo. Esse sentimento louco, que me faz sentir inteira por ter motivos que o desperta. De cada um sinto uma saudade diferente, do riso, do abraço, das conversas, mas no final o sentimento é o mesmo, de que independe da distância que nos separa o que vivemos nunca será esquecido e o amor que trocamos sempre será o mesmo.

A vida é assim, as pessoas se encontram, vivem juntas por um tempo e se separam, se desencontram, mas se o que passou foi realmente verdadeiro, jamais serão esquecidas ou distanciadas, sempre serão diferentes e especiais uma para a outra.

Hoje a minha saudade é apenas boa, em mim ela não dói! Tenho dúvida se isso é frieza. Ela não me deixa triste ou angustiada e muito menos com um “vazio”, ao contrário, me faz completa, me mostra que realmente fui feliz. Hoje essa saudade me emociona quando lembra um abraço, uma situação engraçada, um apoio naquele momento difícil, um simples olhar ou carinho trocado.

Em mim a saudade não dói, ela é a grande prova de que sou a pessoa mais feliz do mundo por ter conhecido pessoas tão especiais que levaram um pedaço meu e deixaram um pouco delas em mim.

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