quinta-feira, outubro 29, 2009

Patético

Acho engraçadíssimo quando vejo uma pessoa falando com a outra como se soubesse exatamente o que ela sente e na verdade nem tem intimidade para isso. Quem vê de fora pensa que são melhores amigas. Há pessoas assim, que forçam a amizade, empurram a intimidade goela abaixo do indivíduo que talvez nem queira dividir a sua vida com ela. Há pessoas que precisam parecer populares e amigas de todos, pura carência. Intimidade não se cria ela nasce naturalmente, com a convivência, com a empatia entre duas pessoas e, principalmente, com a afinidade que brota naquela relação.

Pode parecer antipático, mas sou contra participar de conversas onde não fui chamada, comentar sobre assuntos ou sentimentos particulares que não conheço verdadeiramente e me passar de amiga para alguém que nem sabe nada de mim e vice-versa. Na internet as coisas pioram. Usa-se “entrelinhas” para parecer ainda mais íntimo, todo mundo se identifica com tudo que os conhecidos escrevem e sempre amam no final da frase. Como se amor fosse assim, virtual e casual, como se o amor existisse pelo simples conhecer alguém.

Intimidade é não precisar falar para ser entendido. Verdadeiro é aquilo que não precisa ser gritado aos quatro ventos ou mostrado publicamente. Forçar amizade é patético. Tão patético quanto tratar todo mundo como se fosse o melhor amigo, o tempo todo. Ninguém é perfeito e amado por todos. Faz parte da vida a rejeição, faz parte do crescimento reconhecer que nem todo mundo vai gostar de nós, assim como não vamos gostar de todo mundo. Intimidade se conquista. Não sou psicóloga, mas me arrisco a afirmar que impor intimidade nada mais é do que carência e necessidade de atenção e a melhor maneira de curar isso é ser verdadeiro para conquistar amizades também verdadeiras. Como dizem por aí: Fica a dica!

sexta-feira, outubro 16, 2009

O trabalho na Folha da Princesa é uma troca. Nós levamos para a comunidade da Vila informação e identidade, dela trazemos muitas lições. Lições sobre vida, sobre comunidade e, principalmente, sobre gente. Pessoas que com a sua história nos fazem enxergar de uma outra forma a nossa própria vida e a atividade que realizamos como jornalistas. Todo estudante deveria passar por uma atividade de jornalismo comunitário como a Folha, aqui aprendemos o verdadeiro valor da profissão que escolhemos e entendemos o nosso papel na sociedade.

Escrevi este parágrafo às pressas no dia do fechamento da edição de 9 anos do jornal. Queria falar mais, foi difícil resumir em tão poucas palavras a experiência que tenho vivido com esse trabalho. Outra hora, num post do pássaros, paro e escrevo tudo que tenho vontade. Por enquanto, fica registrada a minha felicidade em fazer parte deste projeto que entra no seu décimo ano.

CIDADANIA É SEMPRE MANCHETE!

quarta-feira, outubro 07, 2009

Eu sou de ninguém


"Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também´. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento..."
-> Autor desconhecido

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