terça-feira, dezembro 28, 2010

É preciso enfrentar

Quando pensamos que está tudo sob controle, vem a vida e muda tudo de lugar! Parece-me que já ouvi essa frase antes, e se for plágio perdão por não citar a fonte, mas nada nesse momento retumba mais na cabeça do que essas palavras. Parece que algumas situações simplesmente caem no nosso caminho, vindo do nada, para mostrar que apesar da vida ser feita de escolhas, há coisas que não podem ser mudadas e precisam ser vividas.

Estou lendo um livro no qual o autor, resumidamente, fala que tudo que passamos na vida, seja bom ou ruim – as ruins principalmente – servem para expôr nossas fraquezas e nos fazer mudá-las. Passado o fato, cabe a cada um ter a força de transformar o que há de pior em sí ou apenas lamentar as angústias. Ou seja, nada que surge na nossa frente e precisa ser enfrentado é em vão. Tudo tem o objetivo de nos fazer crescer, refletir, agir e mudar. Mudar sempre, a vida inteira, seja com 20 ou 70 anos. E o que a vida quer de nós é que mudemos para melhor.

Não é fácil admitir medos e falhas profundas e é ainda mais difícil transformá-los. Dói. Cansa. Angustia. Mas o que seria, afinal, uma vida sem superação? E, sem dúvida, a reforma íntima é a maior delas. Não é fácil sair do casulo e enfrentar o primeiro voo. É difícil crer que realmente temos asas e que elas nos sustentarão. No entanto, não arriscar é pagar o preço de nunca descobrir se realmente fomos feitos para voar.

terça-feira, novembro 30, 2010

Conceito Nocauteado**



Condeno radicalmente qualquer tipo de violência. Por isso, nunca concebi que duas pessoas se batendo em um ringue fosse considerado esporte. Me questionava como em pleno século 21, com a espécie em estágio bastante evoluído, ainda fosse necessário ao homem encontrar satisfação em algo tão primitivo quanto a violência física como espetáculo?

No último dia 21 de novembro, no entanto, me vi em frente à TV, às 2h de um domingo, esperando a luta de estreia de um pelotense, na categoria principal do Ultimate Fighting Championship (UFC), maior evento mundial de Mixed Marcial Arts (MMA) - no Brasil, também chamada de vale-tudo. 

Comecei a acompanhar a história de Maiquel Falcão através das matérias da colega Mônica Jorge que publiquei no site do Jornal na semana anterior à luta. O evento poderia consagrar a carreira do atleta que nasceu em uma família humilde de Pelotas e para sobreviver sem abandonar seu sonho teve que superar barreiras muito mais fortes que qualquer adversário já enfrentado em 19 anos de dedicação ao esporte. Sensibilizada pela história de perseverança e também por se tratar de um gaúcho pelotense, bairrismo puro, decidi acompanhar o desafio.

Na madrugada de domingo, acompanhada de alguns colegas e contando com as explicações da Mônica sobre as regras do estilo, aprendi um pouco sobre MMA e enxerguei de um ponto de vista totalmente diferente a prática esportiva das lutas. Torci durante os três rounds. Vibrei com a vitória unânime de Falcão e entendi que aquela conquista era fruto de preparo físico, equilíbrio mental, trabalho de técnicas marciais e muito, muito treino, requisitos básicos para o sucesso em qualquer legítimo esporte.

Embora pretenda continuar acompanhando o desempenho do Falcão e torcendo por ele, não vou virar fã de MMA. Ainda me angustia ver uma pessoa apanhando - mesmo que por vontade própria - mas aprendi a nunca mais julgar qualquer coisa sem antes conhecer. Também fiquei muito satisfeita por ter aprendido um pouco sobre algo totalmente novo, que me fez quebrar um conceito e enxergar que tudo tem outro lado se nos dispusermos a mudar o ângulo de visão. 

No final, saí feliz pela vitória do pelotense e por, mais uma vez, ampliar meus horizontes com um aprendizado proporcionado pela rotina do jornalismo, com certeza um dos aspectos que mais me faz feliz nessa profissão.

** Espaço da Redação do DP de 25.11.2010

sexta-feira, novembro 19, 2010

Um dia...

Não por falta de inspiração, mas por entender ser desnecessário escrever o que já foi escrito, de forma tão perfeita, reproduzo aqui os pensamentos de um ser tão diferente e distante de mim, mas que tantas vezes parece expressar os meus sentimentos com mais fidelidade do que eu mesma faria.


"...um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... 
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... 
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... 
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... 
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." 
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... 
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... 
Enfim... 
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos 
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... 
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas 
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."

- Mário Quintana -

quarta-feira, novembro 10, 2010

Benditas

Bendito tudo aquilo que ainda quero fazer, que sonho, planejo, almejo.
Benditos os momentos a serem vividos!
Bendito o hoje, que é só meu
e o amanhã que será o hoje da conquista.
Bendito o choro e o riso.
Bendita a vida!!

Benditas Mart'nália e Zélia Duncan, que disseram o que quero dizer, em Benditas:



Benditas as coisas que não sei
os lugares onde não fui
os gostos que não provei
meus verdes ainda não maduros
os espaços que ainda procuro
nos amores que nunca encontrei
benditas as coisas que não sejam benditas

a vida é curta mas enquanto durar
posso durante um minuto ou mais
te beijar pra sempre
o amor não mente,
não mente jamais
e desconhece
no relógio o velho futuro
o tempo escorre num piscar de olhos
e dura muito além
dos nossos sonhos mais puros

bom é não saber
o quanto a vida dura
ou se estarei aqui
na primavera futura
posso brincar de eternidade agora
sem culpa/nenhuma

benditas coisas que não sei
os lugares onde não fui
os gostos que não provei
meus verdes ainda não maduros
os espaços que ainda procuro
nos amores que nunca encontrei
benditas coisas que não sejam benditas

terça-feira, novembro 02, 2010

Sonhos

Tenho sonhado que estou mergulhando no mar. Outro dia, lá na beira da praia, um gênio havia me concedido o desejo de que onde eu fosse o oceano acompanharia. Então, eu nadava e chegava a qualquer lugar facilmente. Acordei cansada e revigorada, pois a sensação foi viva de ter as ondas batendo na pele, o gosto da água salgada na boca e os dedos murchos, como quando criança eu passa dias inteiros imersa brincando de ser peixe e sereia.

Talvez por ter nascido em uma cidade com praia, essa ligação com o mar vem de sempre. Quando me sinto cansada tenho vontade de sentar na areia e ficar por horas ali pensando, me deixar levar pelo barulho das ondas que poderia facilmente ser definido como o som do silêncio. A concentração é interrompida apenas pelas gaivotas que passam voando, fazendo inveja pela relação especial que tem com o infinito azul.

Embora não possa ser como as gaivotas, também me sinto privilegiada por viver tão perto do mar enquanto há tantos que nem o conhecem. A minha praia, mesmo sendo a maior do mundo, não é a melhor nem a mais bonita, mas é lá que a qualquer momento, com o tocar dos pés, recarrego as energias e é lá que eu estava nos meus sonhos, mergulhada na água que refletia o sol do entardecer. O cenário não era paradisíaco, era apenas natural, intocado, abençoado, como Deus o fez.


Só por curiosidade, fui pesquisar o que dizem significar sonhos com o mar, eis o que encontrei:

Ver um mar tranqüilo e transparente, é sinal de felicidade, e bons negócios. Deixar- se submergir pelo mar prova que se deixa transbordar na existência. As águas do mar reflete um desejo de libertação inconsciente, cuja profundeza corresponde à profundeza do mar. Navegar num mar corresponde a um desejo de aventura. Uma tempestade é sinal de inquietação. Como o mar representa travessias, sonhos com ele podem representar um desejo de renovação. Alguma coisa nova está em andamento.

Incrível como nosso subconsciente é irônico. No mínimo engraçado!

sábado, outubro 30, 2010

Gadú

Há quase um ano atrás, andava pelas ruas de Porto Alegre, de carona com duas amigas, quando começou a tocar uma música que me fez parar de falar. O ritmo, marcado pelo violão, era completo com a voz incrivelmente melodiosa, forte e suave simultaneamente. Percebendo o silêncio no carro, uma delas comentou: "presta atenção na letra, ela mesma escreveu, para a avó". Bastou! Foi amor à primeira ouvida.E assim nasceu o encanto pelo talento indescritível de Maria Gadú. Viciei no CD inteiro e não canso de escutar cada música e todas foram parar também no meu computador, no MP3 e no celular.


Depois de ouvir Baba, da Kelly Key, na voz da Gadú e adorar, costumo brincar que ela transforma em ouro tudo que toca. E a ousadia da cantora não parou por aí, ela se arriscou também em Doce Mel, da Xuxa, Crossfox, da Stefani e outras "pérolas" da música nacional. Mas para falar de versões, as minhas preferiadas são: Quase Sem Querer e Killing Me Softly. Sem mais palavras, só ouvindo para entender!

quarta-feira, outubro 20, 2010

Retomando um bom hábito


Há mais de dois meses sem escrever para o blog, posso dizer que perdi o hábito de pensar nele. E a vida é mesmo assim, de um dia para o outro as coisas simplesmente fazem parte da nossa rotina ou não. Muitas vezes lembramos que determinado costume deve ser retomado ou levado a sério, mas não é fácil colocar em prática.

Nesses últimos meses, assuntos não me faltaram para fazer um texto, mas não escrevi sequer uma linha sobre nenhum deles, ponto. Queria muito ter transformado tantos pensamentos e experiências em conteúdo vivo que preenchesse as linhas do Pássaros, mas não fiz. Eles teriam rendido muitas atualizações, mas não aconteceu. Talvez por preguiça, com certeza por ter perdido o famoso "embalo", deixei que vários momentos não fossem publicados aqui e na hora isso não fez a mínima diferença. Agora, relendo alguns textos antigos, confesso que fez falta, não apenas por saber o quanto escrever me faz bem, mas por perceber que as palavras postadas no blog gravam vivências e sensações que juntas formam o quebra-cabeça da minha vida.

Quando alguém comenta que leu o blog, salto: "é bem pessoal, viu? Pode ler, claro, se está ali é público, mas os textos são apenas divagações". E para quem lê são mesmo, é assim que entendo (e até me questino se alguém quer ler isso). No entando, para mim, é mais que isso. Percebo que além da terapia espetacular que é escrever, escolher a imagem que melhor encaixa e postar o resultado naquele dia, é praticamente um registro histórico da minha existência.

Fica aqui, então, a marca de uma tentativa de retomar esse hábito que eu adoro. Ainda bem que o costume é só uma questão de prática e mil ideias começam a fervilhar na cabeça para cumprir a promessa (uma auto-promessa) de voltar a escrever com frequência. Nunca é tarde para retomar velhos bons hábitos! Vamos lá?

segunda-feira, agosto 16, 2010

Para começar

Permita-se dormir o quanto quiser, chorar sem motivo e dar risada de piadas sem graça.
Pelo menos por um dia inteiro permita-se dizer não à autocrítica e às cobranças.
E permita-se ter preguiça sem remorso, comer apenas por prazer e assistir bobagens na TV.
Permita-se permitir, que te amem e te odeiem.
Apenas por um dia inteiro permita-se merecer tudo o que sempre quis.
Nem que seja uma única vez, para começar e recomeçar, liberte-se das amarras e permita-se!

sexta-feira, julho 16, 2010

Respostas

A vida oferece tantas escolhas que é inevitável questionar se o caminho traçado é o correto. Afinal, como prever qual será a melhor alternativa? Não há resposta, as situações simplesmente aparecem e devem ser vividas, experimentadas e arriscadas. No entanto, parece injusto pensar que somos soltos em um labirinto cheio de armadilhas, vendados, sem escudo ou armas. E a situação é esta mesmo para quem não acredita que existe uma razão maior para estarmos aqui. Para quem não crê em intuição e, especialmente, não tem fé. Não é uma questão de religião ou Deus. É uma questão de sentimentos. As respostas estão do lado de dentro. Quando fazemos algo errado e sabemos, sentimos imediatamente arrependimento, culpa ou, no mínimo, um “friozinho na barriga”. E assim também acontece com a alegria instantânea de um gesto acertado.

A vida não é esse monstro que parece tantas vezes. Temos liberdade para escolher, intuição para nos guiar e a existência inteira para começar do zero e fazer o melhor que podemos, basta querer. Mas então como saber quando se está no caminho certo? É fácil, precisa apenas de atenção. A vida mesmo mostra. Ou vai ser sempre coincidência as oportunidades aparecerem na hora exata? Às vezes tudo se encaixa, os dias parecem estar em cadência e o universo conspirando a favor. Aí está a resposta. O caminho certo, aquele que levará para o que tem que ser, no momento exato de chegar. E então, quando esses sentimentos acontecem, podemos respirar aliviados, pois com certeza a decisão certa foi tomada naquele momento de angústia.

quarta-feira, maio 12, 2010

Donos do tempo

O tempo passa, o tempo voa... E a vida vai sendo desenhada por nossas atitudes, ações, omissões, decisões... ões. Dois meses em branco, um ano de mudanças, três segundos de êxtase, um minuto de silêncio, uma vida inteira de frações. A divisão não é convenção, cada um tem o seu tempo, para crescer, romper, acreditar, ser feliz e até para enxergar que o tempo é seu!

"O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a gente..." -Mário Quintana

quarta-feira, março 17, 2010

Memórias

Saudades do tempo em que tudo era descoberta. E descobrimos a amizade. Daquele tempo em que não precisavamos de motivos para reunir, difícil era não ter uma razão para querer. Saudades de não ver esforço no encontro. Não falo de esforço dolorido, mas no melhor sentido da palavra. E hoje, acabo me contentando quando ele ainda acontece. Talvez esteja errada. Não posso cobrar, exigir, implorar o mesmo amor daquele tempo em que as barreiras eram pequenas sempre. Sinto raiva quando sinto o desvalor dos momentos e sinto pena, de nós mesmas, por não termos mais o que tínhamos naquele tempo. Mas a vida é assim. Não. As pessoas são assim. E talvez estejam certas. Mas ainda prefiro estar errada, mesmo sofrendo e sentindo tantas saudades daquele tempo.



Lembra? Do tempo em que algo que nunca conseguimos definir ou explicar nos dava tanta certeza de ter o apoio sempre. Tínhamos a presença mesmo longe e tínhamos a segurança de que estávamos ali em qualquer momento. E esse tempo nem faz tanto tempo assim. Durou bastante. Hoje são quase 10 anos, quase uma década que tudo começou. Não acredito que seja o fim, mas se for, para mim, fica a certeza de que foi verdadeiro e de que dei o meu melhor. E fica, principalmente, o que ainda tem de mais verdadeiro, as presenças mais presentes e as amizades isoladas mais verdadeiras. Sei que essas vou levar para TODA A VIDA. Sem distância, tempo ou razão que atrapalhe o sentimento de que temos umas as outras. E, hoje, isso é mais importante.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Só pra mim

Quero um por-do-sol só pra mim! E uma lua refletida no mar, iluminando cada grão de areia que toca meu pé. Quero as palavras certas para descrever tudo que está tão no lugar. E como é boa a sensação das ondas batendo nas pernas enquanto os olhos fazem o pensamento voar junto ao cabelo que o vento não deixa parar. E como é boa a sensação de leveza que a vida proporciona quando vemos que tudo chega no momento certo e coloca cada peça onde deve estar. Quero o brilho de cada estrela só pra mim! E poder brindar toda a natureza que me faz viva onde estou e me faz segura do que sou. Eu quero um por-do-sol só pra mim, que me faça lembrar que depois dele a lua nasce e depois dela ele vem de novo e que a luz nunca acaba, ela está ali, o tempo todo.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

A minha cara






Após meses de aventuras no mundo jornalístico, me senti muito feliz por ter a oportunidade de escrever no trabalho um texto com a minha cara, um desses que publico no blog para amigos reais e virtuais lerem e me ajudarem a melhorar e refletir sobre as questões da nossa vidinha de todo dia. Algumas vezes já linkei o pássaros em outros locais, agora faço o processo inverso e dou o atalho aqui no blog para acessar um texto meu publicado em outro lugar.


Respeito à vida: http://bit.ly/dhbdug

E no batente...

http://bit.ly/bIWdsW

http://bit.ly/5vhLAN

http://bit.ly/6ym2RT

http://bit.ly/7eYld2


sábado, janeiro 23, 2010

Hora de parar

Como saber a hora exata de parar? Como ter certeza de que o próximo passo não será em falso? O amanhã é incerto sempre! E isso torna todas as decisões difíceis e dolorosas, mas é preciso decidir. A vida truca e nós temos que retrucar! Retruco! Mas como saber se não é blefe? Os sentimentos traem, cabeça e coração lutam insanamente por vitória, pela decisão mais importante.

Como saber quando chegou o momento de parar? Como ter certeza de que é preciso abrir mão para fazer valer a pena depois? Nunca há certeza absoluta. O jogo está na mesa, os dados foram lançados, sorte e azar existem, mas antes houve a decisão, de jogar ou não...

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Sevillana

O sangue ferve nas veias. O coração pula no ritmo do compasso. Os pés, que sapateiam, parecem ter vida própria. Os quadris balançam, com força, com a força das batidas que envolvem o corpo. Movimentos firmes, olhar preciso e sufocante. As mãos, em palmas, marcam o ritmo e circulam como se envolvessem a alma. Um ritual que está impregnado no mais íntimo, no ímpeto. Os movimentos decididos e envolventes arrepiam cada poro da pele, que sua levemente, transpira a emoção da dança!

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