quarta-feira, março 17, 2010

Memórias

Saudades do tempo em que tudo era descoberta. E descobrimos a amizade. Daquele tempo em que não precisavamos de motivos para reunir, difícil era não ter uma razão para querer. Saudades de não ver esforço no encontro. Não falo de esforço dolorido, mas no melhor sentido da palavra. E hoje, acabo me contentando quando ele ainda acontece. Talvez esteja errada. Não posso cobrar, exigir, implorar o mesmo amor daquele tempo em que as barreiras eram pequenas sempre. Sinto raiva quando sinto o desvalor dos momentos e sinto pena, de nós mesmas, por não termos mais o que tínhamos naquele tempo. Mas a vida é assim. Não. As pessoas são assim. E talvez estejam certas. Mas ainda prefiro estar errada, mesmo sofrendo e sentindo tantas saudades daquele tempo.



Lembra? Do tempo em que algo que nunca conseguimos definir ou explicar nos dava tanta certeza de ter o apoio sempre. Tínhamos a presença mesmo longe e tínhamos a segurança de que estávamos ali em qualquer momento. E esse tempo nem faz tanto tempo assim. Durou bastante. Hoje são quase 10 anos, quase uma década que tudo começou. Não acredito que seja o fim, mas se for, para mim, fica a certeza de que foi verdadeiro e de que dei o meu melhor. E fica, principalmente, o que ainda tem de mais verdadeiro, as presenças mais presentes e as amizades isoladas mais verdadeiras. Sei que essas vou levar para TODA A VIDA. Sem distância, tempo ou razão que atrapalhe o sentimento de que temos umas as outras. E, hoje, isso é mais importante.

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