terça-feira, novembro 30, 2010

Conceito Nocauteado**



Condeno radicalmente qualquer tipo de violência. Por isso, nunca concebi que duas pessoas se batendo em um ringue fosse considerado esporte. Me questionava como em pleno século 21, com a espécie em estágio bastante evoluído, ainda fosse necessário ao homem encontrar satisfação em algo tão primitivo quanto a violência física como espetáculo?

No último dia 21 de novembro, no entanto, me vi em frente à TV, às 2h de um domingo, esperando a luta de estreia de um pelotense, na categoria principal do Ultimate Fighting Championship (UFC), maior evento mundial de Mixed Marcial Arts (MMA) - no Brasil, também chamada de vale-tudo. 

Comecei a acompanhar a história de Maiquel Falcão através das matérias da colega Mônica Jorge que publiquei no site do Jornal na semana anterior à luta. O evento poderia consagrar a carreira do atleta que nasceu em uma família humilde de Pelotas e para sobreviver sem abandonar seu sonho teve que superar barreiras muito mais fortes que qualquer adversário já enfrentado em 19 anos de dedicação ao esporte. Sensibilizada pela história de perseverança e também por se tratar de um gaúcho pelotense, bairrismo puro, decidi acompanhar o desafio.

Na madrugada de domingo, acompanhada de alguns colegas e contando com as explicações da Mônica sobre as regras do estilo, aprendi um pouco sobre MMA e enxerguei de um ponto de vista totalmente diferente a prática esportiva das lutas. Torci durante os três rounds. Vibrei com a vitória unânime de Falcão e entendi que aquela conquista era fruto de preparo físico, equilíbrio mental, trabalho de técnicas marciais e muito, muito treino, requisitos básicos para o sucesso em qualquer legítimo esporte.

Embora pretenda continuar acompanhando o desempenho do Falcão e torcendo por ele, não vou virar fã de MMA. Ainda me angustia ver uma pessoa apanhando - mesmo que por vontade própria - mas aprendi a nunca mais julgar qualquer coisa sem antes conhecer. Também fiquei muito satisfeita por ter aprendido um pouco sobre algo totalmente novo, que me fez quebrar um conceito e enxergar que tudo tem outro lado se nos dispusermos a mudar o ângulo de visão. 

No final, saí feliz pela vitória do pelotense e por, mais uma vez, ampliar meus horizontes com um aprendizado proporcionado pela rotina do jornalismo, com certeza um dos aspectos que mais me faz feliz nessa profissão.

** Espaço da Redação do DP de 25.11.2010

sexta-feira, novembro 19, 2010

Um dia...

Não por falta de inspiração, mas por entender ser desnecessário escrever o que já foi escrito, de forma tão perfeita, reproduzo aqui os pensamentos de um ser tão diferente e distante de mim, mas que tantas vezes parece expressar os meus sentimentos com mais fidelidade do que eu mesma faria.


"...um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... 
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... 
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... 
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... 
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." 
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... 
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... 
Enfim... 
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos 
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... 
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas 
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."

- Mário Quintana -

quarta-feira, novembro 10, 2010

Benditas

Bendito tudo aquilo que ainda quero fazer, que sonho, planejo, almejo.
Benditos os momentos a serem vividos!
Bendito o hoje, que é só meu
e o amanhã que será o hoje da conquista.
Bendito o choro e o riso.
Bendita a vida!!

Benditas Mart'nália e Zélia Duncan, que disseram o que quero dizer, em Benditas:



Benditas as coisas que não sei
os lugares onde não fui
os gostos que não provei
meus verdes ainda não maduros
os espaços que ainda procuro
nos amores que nunca encontrei
benditas as coisas que não sejam benditas

a vida é curta mas enquanto durar
posso durante um minuto ou mais
te beijar pra sempre
o amor não mente,
não mente jamais
e desconhece
no relógio o velho futuro
o tempo escorre num piscar de olhos
e dura muito além
dos nossos sonhos mais puros

bom é não saber
o quanto a vida dura
ou se estarei aqui
na primavera futura
posso brincar de eternidade agora
sem culpa/nenhuma

benditas coisas que não sei
os lugares onde não fui
os gostos que não provei
meus verdes ainda não maduros
os espaços que ainda procuro
nos amores que nunca encontrei
benditas coisas que não sejam benditas

terça-feira, novembro 02, 2010

Sonhos

Tenho sonhado que estou mergulhando no mar. Outro dia, lá na beira da praia, um gênio havia me concedido o desejo de que onde eu fosse o oceano acompanharia. Então, eu nadava e chegava a qualquer lugar facilmente. Acordei cansada e revigorada, pois a sensação foi viva de ter as ondas batendo na pele, o gosto da água salgada na boca e os dedos murchos, como quando criança eu passa dias inteiros imersa brincando de ser peixe e sereia.

Talvez por ter nascido em uma cidade com praia, essa ligação com o mar vem de sempre. Quando me sinto cansada tenho vontade de sentar na areia e ficar por horas ali pensando, me deixar levar pelo barulho das ondas que poderia facilmente ser definido como o som do silêncio. A concentração é interrompida apenas pelas gaivotas que passam voando, fazendo inveja pela relação especial que tem com o infinito azul.

Embora não possa ser como as gaivotas, também me sinto privilegiada por viver tão perto do mar enquanto há tantos que nem o conhecem. A minha praia, mesmo sendo a maior do mundo, não é a melhor nem a mais bonita, mas é lá que a qualquer momento, com o tocar dos pés, recarrego as energias e é lá que eu estava nos meus sonhos, mergulhada na água que refletia o sol do entardecer. O cenário não era paradisíaco, era apenas natural, intocado, abençoado, como Deus o fez.


Só por curiosidade, fui pesquisar o que dizem significar sonhos com o mar, eis o que encontrei:

Ver um mar tranqüilo e transparente, é sinal de felicidade, e bons negócios. Deixar- se submergir pelo mar prova que se deixa transbordar na existência. As águas do mar reflete um desejo de libertação inconsciente, cuja profundeza corresponde à profundeza do mar. Navegar num mar corresponde a um desejo de aventura. Uma tempestade é sinal de inquietação. Como o mar representa travessias, sonhos com ele podem representar um desejo de renovação. Alguma coisa nova está em andamento.

Incrível como nosso subconsciente é irônico. No mínimo engraçado!

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin