terça-feira, dezembro 10, 2013

Desapego

Chega uma hora em que é preciso desapegar, mudar, reconstruir e recomeçar. O 'pássaros' está meio abandonado há bastante tempo, não queria admitir. Agora, porém, tenho um motivo aceitável para abrir mão dele - que foi meu primeiro e único blog por anos, que abrigou tantos sentimentos e momentos e que sempre foi tão meu, tão eu.

Este ano decidi desapegar de todo o conforto que tinha e embarcar em um sonho que não virava realidade por falta de coragem. Resolvi fazer intercâmbio e, com isso, me dar de presente um novo espaço para voltar a ser livre, ser somente eu com as minhas palavras, voando por aí. 

Tenho um novo endereço, para a vida e para os pensamentos.
Sejam bem-vindos ao 'Fui morar na Austrália' e fiquem à vontade para viver comigo esse momento.

fuimorarnaaustralia.blogspot.com



quarta-feira, outubro 02, 2013

Amizade

Não é em situações dolorosas que se reconhece um amigo, ser solidário é fácil. Difícil é ver alguém verdadeiramente feliz com a felicidade do outro, sem invejá-la.
Ser amigo é, acima de tudo, partilhar a alegria com sinceridade!

Já pensou nisso?

quinta-feira, setembro 05, 2013

Como controlar

É difícil encontrar palavras para definir sentimentos, especialmente quando eles são tão intensos que parecem manipular o tempo e a mente. Enquanto o mundo gira lá fora, do lado de dentro tudo gira ao contrário. Os minutos ficam paralisados naquelas horas passadas que desta vez estão desordenadas. Os fatos estão sem sequência, mas estão ali repetindo-se com ainda mais vigor.

O universo segue respirando e a cabeça, como em um transe, desloca-se para outro lugar enquanto na rua há apenas o silêncio, que dá espaço para as palavras serem repetidas e as sensações serem revividas sem parar. Com um leve sorriso, a boca acompanha tudo sem ser notada e denuncia o tom da música que toca ao fundo. Os olhos não percebem o que está na sua frente, eles estão presos tentanto registrar cada detalhe, provas de que tudo foi real, um joguete da vida. 

E então, como definir os sentimentos quando apenas a razão, contraditoriamente, poderia fazê-lo? Como expressar em palavras a explosão dos sentidos que deixam o cérebro sem comando e entregam-se ao domínio do coração? É preciso compreender, não há escolha por entendimento. A única saída é abandonar a necessidade de tradução e, por pelo menos uma vez, perder o controle, apenas sentir.

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